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06/12/2014

Texto: De paixão boba de internet a um amor real

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   Olá! Sou a nova postadora do AGC! Sou a Yasmin, mas podem me chamar de Minn :3! Tenho 14 anos, e um cabelo nada comum! Sim, meu cabelo é azul hahaha. Sou blogueira também do blog PSICOTI, o qual eu convido todos vocês a conhecerem. :) Eu adoro escrever textos e ler livros. Então, o assunto que eu vou postar gira em torno da escrita. Espero que gostem.
  
  O texto de hoje é uma situação bem parecida a qual eu vivi a duas semanas atrás. Alguns detalhes da história não são iguais ao que eu passei. Mas sobre o tempo que conversei com esse garoto, 8 meses, é o mesmo que a personagem principal, do texto a baixo passa. E o local é parecido. Mas, alguns acontecimentos não existiram na vida real. 

                                                                               ~ ~ ~
    E lá estava ela. Andando pelo shopping com aquele cabelo rosa, mãos suando, coração disparado e boca seca. Ela veria ele hoje. Depois de 8 meses de conversa virtual. Depois de tantos "eu te amo".
    Ela chegou na frente do cinema, aonde eles tinha combinado, e não viu ninguém. Olhou no celular e marcava 13:40. Bom, ela tinha se atrasado 10 minutos... Mas será que ele foi embora? Ou será que ele nem veio, e a faria de boba ali?
   Ouviu a música Brick By Boring Brick do Paramore tocar bem baixinho... Da onde estava vindo aquilo? Ah, do meu celular. Ela olhou na tela e viu que era ele. Será que ele teria ligado para avisar que não poderia vir, e daria qualquer desculpa? Era hora de ela parar de fazer teorias, e enfrentar o agora.
     "Alô", eu falei com a voz tremula.
     "Oi! Então... olha, eu te esperei por cinco minutos na frente do cinema... Mas você não apareceu. Algum problema?", ele falou tudo isso bem rápido. Bom, ele devia estar nervoso, eu acho.
     "Ah. Eu acabei de chegar na frente do cinema... Desculpe se me atrasei um pouco", falei morrendo de vergonha! A gente nunca tinha se comunicado pelo celular.
     "Não tem problema. Só que agora eu já estou bem longe do cinema. Estou na primeira entrada do shopping. Você vem até aqui, ou eu vou até ai?"
     "Faz assim, sabe aquela loja Gang perto da praça de alimentação?"
     "Aham, sei sim."
     "Então, vamos nos encontrar ali?"
      "Ta bom... Pode ser."
    E eu desliguei. Não me culpe, mas eu não queria falar "tchau". Não só porque eu o veria daqui a pouco, mas porque odeio despedidas. Até um simples "tchau" pra alguém que eu mal conheço, já me irrita.
    Caminhei até a loja, e no meio de tanta gente eu o vi. Ele veio até mim e eu fui andando até ele.
    Não sei explicar exatamente o que eu senti aquela hora. Fui tudo tão rápido. Mas no momento que nossos olhos se encontraram, eu tive certeza. Eu amava aquele garoto, que eu nem ainda tinha abraçado. Nós fomos nos aproximando. Eu disse um "oi" baixinho, nem sei se ele ouviu. E eu o abracei. Se eu dizer que foi um dos melhores abraços, eu não estarei exagerando. Eu esqueci de tudo, só pensei naquele momento. Eu fugi do mundo, e parecia apenas nós dois.
   "Eu não acredito que eu tô te abraçando", eu disse baixinho.

                                                                               ~ ~ ~
   No texto não aparece o que eles fizeram depois... Que fique na imaginação de vocês. Bom, eu sei o que aconteceu depois, do ponto de vista da minha história real! hahahha. (E foi um ótimo "depois" e.e). 
   Espero que tenham gostado do meu texto! E podem dar dicas sobre o que posso escrever... E me contem se gostarem, e se já viveram uma situação parecida. 
Um beijo.

03/07/2014

Achei no tumblr : Tati Bernardi

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É isso, sei lá, mas acho que amo você. Amo de todas as maneiras possíveis. Sem pressa, como se só saber que você existe já me bastasse. Sem peito, como se só existisse você no mundo e eu pudesse morrer sem o seu ar. Sem idade, porque a mesma vontade que eu tenho de te comer no banheiro eu tenho de passear de mãos dadas com você empurrando nossos bisnetos. E por fim te amo até sem amor, como se isso tudo fosse tão grande, tão grande, tão absurdo, que quase não é. Eu te amo de um jeito tão impossível que é como se eu nem te amasse. E aí eu desencano desse amor, de tanto que eu encano. Ninguém acredita na gente: nenhum cartomante, nenhum pai-de-santo, nenhuma terapeuta, nenhum parente, nenhum amigo, nenhum e-mail, nenhuma mensagem de texto, nenhum rastro, nenhuma reza, nenhuma fofoca e, principalmente ou infelizmente: nem você. Mas eu te amo também do jeito mais óbvio de todos: eu te amo burra. Estúpida. Cega. E eu acredito na gente. Eu acredito que ainda vou voltar a pisar naqueles cocôs da sua rua, naquelas pocinhas da sua rua, naquelas florzinhas amarelas da sua rua, naquele cheiro de família bacana e limpinha da sua rua. Como eu queria dobrar aquela esquininha com você, de mãos dadas com os pêlos penteados de lado da sua mão. Outro dia me peguei pensando que entre dobrar aquela esquininha da sua rua e ganhar na mega-sena acumulada, eu preferia a esquininha. A esquininha que você dobrou quando saiu da casa dos seus pais, a esquininha que você dobrou chorando, porque é mesmo o cúmulo alguém não te amar. A esquininha que você dobrou a vida inteira, indo para a faculdade, para a casa dos seus amigos, para a praia. Eu amo a sua esquininha, eu amo a sua vida e eu amo tudo o que é seu. Amo você, mesmo sem você me amar. Amo seus rompantes em me devorar com os olhos e amo o nada que sempre vem depois disso. Amo seu nada, apenas porque o seu nada também é seu. Amo tanto, tanto, tanto, que te deixo em paz. Deixo você se virando sozinho, se dobrando sozinho. Virando e dobrando a sua esquininha. Afinal, por ela você também passou quando não me quis mais, quando não quis mais a minha mão pequena querendo ser embalsamada eternamente ao seu lado.
— Tati Bernardi.   
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